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Empresa



Em 10 de abril de 1869, nascia Antônio Pereira dos Reis, que após suas núpcias com a Senhora Josefa Maria da Conceição em 11 de fevereiro de 1893, dava início a uma pequena fabricação de velas, para suprir uma lacuna existente no fornecimento de velas para a Basílica de Nossa Senhora Aparecida.
Nico Reis como era conhecido, era carpinteiro e na época trabalhava na


ampliação da "sala dos milagres" da Basílica e lá notou as dificuldades existentes para os padres comprarem as velas necessárias à Igreja.
Assim projetou uma pequena fabriqueta e iniciou a fabricação de velas para suprir as necessidades da Igreja.
Com o passar do tempo, ampliou sua produção, passando a servir também o comércio local, depois o regional atingindo inclusive o Sul de Minas Gerais.

Nico Reis, esteve a frente de seus negócios até meados de 1950, quando por motivos de saúde, passou  o comando para sua filha Maria Reis, que contraíra núpcias com Constantino de Souza Couceiro.
Em 27 de Setembro de 1952, Nico Reis falecia na cidade de Aparecida, deixando assim sua fábrica para sua Filha e Genro.
A fabriqueta que nascera nos fundos de sua casa, na Rua Major Martimiano, foi transferida para a rua Santos Dumont n°63 em prédio próprio, local e cômodo edificado especialmente para fabricação de velas. Constantino e Maria deram uma dimensão mais ampla no atendimento a clientela, com novos produtos e com grande ampliação na área de atuação, passando a negociar em vários estado, divulgando seus produtos com a marca "Padroeira", para os estados de Minas, Paraná, Santa Catarina, Bahia e outros. Com o falecimento de Maria Reis e Constantino Couceiro a fábrica passou ao comando do filho Roberto Reis de Castro.
Roberto continuou com a empresa na rua Santos Dumont, nesta época já imprópria para indústrias. Quando transferiu-se para suas novas instalações na rua 1° de Maio n°400,   prédio construído especificamente para tanto.
Passava a empresa por grande surto de progresso com novos lançamentos, tendo inclusive a marca Padroeira lançado as marcas Diamante e Santiago, além da compra de novas máquinas, visando as conquistas de novos mercados, quando sua filha e seu genro, que gerenciavam a empresa, audaciosamente no dia 1° de novembro de 1999, resolveram retirar na calada da noite tudo aquilo que julgaram lhes pertencer por direito à antecipação de herança, retirando inclusive as máquinas para a fabricação de velas e para embalagem, além de todo equipamento do escritório e da fábrica em si, montando dessa forma sua própria "fábrica" com a cumplicidade e ajuda de todos funcionários, que passaram a trabalhar com eles, deixando aquelas que lhes deu guarida totalmente inoperante, sem máquinas, sem embalagens, sem estoque, sem matérias primas, sem escritório e funcionários.
Mas o espírito de empreendedor do velho Nico Reis, seu avô, aliados a sabedoria e coragem de sua mãe Maria Reis deram-lhe as forças necessárias para que, com sua fé no Criador se inspirasse na fábula da ave "Phoenix", aquela que renasceu das próprias cinzas, para renascer em seu próprio local de trabalho, ainda mais forte e inovador lançando-se no mercado com todo vigor.
Com novo maquinário e novos equipamentos, voltou assim a Fábrica de Velas Padroeira, a abastecer todo comércio da região, mantendo-se em um constante crescimento, visando manter a sua tradição de BEM SERVIR sua clientela, principalmente a Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que foi o motivo de sua criação.